RETROSPECTIVA – 1º semestre de 2018

por: Samanta Esteves

Apesar de breve, o primeiro semestre de 2018 foi marcado por um calendário repleto de atividades. Com a importante tarefa de promover a criação poética e literária caribenha através do processo de publicação cartonero, a equipe da Malha Fina esteve envolvida na participação de feiras e eventos literários.

Desde março, estivemos no Fazetório de Ficções (Sesc Pinheiros), na 2ª edição da Feira Desvairada, de poesia, e na Feria Relámpago (Instituto Cervantes), voltada à divulgação da produção poética hispano-americana.

 

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Além disso, compromissada com a relevância do fenômeno cartonero para o Brasil e o mundo, a Malha Fina entrou em contato com ideias e projetos de diferentes lugares. Em 19 de março, nossa equipe teve o prazer de se reunir com dois pesquisadores da University of Surrey e Durham University, quando entramos como colaboradores do projeto de extensão universitária coordenado por eles, que pretendem promover exposições e disponibilizar coleções cartoneras em bibliotecas e espaços universitários ingleses, como a Biblioteca Nacional da Inglaterra e a Biblioteca das Universidades de Londres.

Vale lembrar também da conversa com a pesquisadora e profissional de biblioteconomia Paloma Carbajal, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), realizada em 2 de maio, em nossa sala. Coeditora de Akademia Cartonera: un ABC de las editoriales catoneras de América Latina, ela contou a Idalia Morejón, Chayenne Mubarack, Larissa Pavoni e Pacelli Dias um pouco sobre sua pesquisa e o acompanhamento de edições cartoneras que realiza em vários países do mundo. O contato com Paloma facilitou a circulação global dos livros da Malha Fina Cartonera através do sistema de dados existente em sua biblioteca.

 

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Em meio a tantos eventos, o compromisso com a produção poética hispano-americana nos levou ao III Congreso Internacional “El Caribe en sus literaturas y culturas”, realizado na Universidad Nacional de Córdoba. O evento aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de abril e reuniu pesquisas em torno das manifestações literárias de países do Caribe hispanófono, anglófono, francofono e holandês. Chayenne Mubarack e Pacelli Dias Alves de Sousa, integrantes da Malha Fina, estiveram no congresso para apresentar nossa antologia de poesia cubana orientalista, organizada por Idalia Morejón Arnaiz e Pacelli, que propõe uma perspectiva ainda pouco explorada pela crítica.

 

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Em 16 de maio, realizamos, finalmente, o tão esperado lançamento de Caribe Oriental: Antologia de Poesia Cubana Orientalista, no Instituto Cervantes. A data, que contou com a apresentação de Idalia Morejón Arnaiz, Guillermo Loyola e Pacelli Dias Alves de Sousa, marcou também a inauguração da exposição de capas cartoneras de Caribe oriental com projeto artístico de Darío Ares e Marga Steinwasser.

 

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Entre tantas surpresas, destacamos com alegria a divulgação do resultado da Segunda Convocatória de Narrativa e Poesia Selo Editorial Malha Fina Cartonera, realizada em parceria com a Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) da Unifesp e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Em 18 de maio, realizamos uma conversa com Hildon Vital de Melo (USP) e Mayra Martins Guanaes (Unifesp), autores de Anotações para o livro do ventreAfetos e ficções – originais escolhidos pelo Comitê de Seleção composto por Bruno Zeni, Paloma Vidal, Diana Klinger e Idalia Morejón Arnaiz.

Hildon Vital de Melo e Mayra Guanaes

Hildon Vital de Melo, Samanta Esteves e Mayra Guanaes. Foto: Leonardo Chagas.

Durante esses meses, o blog também não parou. Entre tantas postagens, destacamos a matéria sobre o processo de publicação de Todo o Silêncio, de José Luís Peixoto, escritor português que produz uma prosa poética de caráter lusófono e sobre Drástico, de Reuben da Rocha, poeta performático-experimental que vê na criação poética o campo por excelência das experimentações possíveis. Tivemos também a resenha crítica sobre Ficções, de Bernardo de Carvalho, composto por seis pequenos contos de caráter existencial e misterioso. Por fim, tivemos também a resenha de Cubanologia, de Omar Pérez, antologia traduzida para o português por Idalia Morejón Arnaiz e Tatiana Faria.

 

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Na Sangria, entrevistamos Cesare Rodrigues, livreiro e autor de Caso fossem ursos (Empório do Osório, 2016) e apresentamos alguns poemas de Luana Claro – jovem pesquisadora de poesia contemporânea e autora do livro de poemas Diadorim (Patuá) – e de Clarisse Lyra – licenciada em Letras com ênfase em Língua Espanhola pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Mestra em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em andamento pela mesma instituição.

 

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Com a idealização de tantos projetos, a equipe da Malha Fina termina o primeiro semestre de 2018 em clima de comemoração, visualizando agosto como promessa de muitas realizações e novas publicações, sendo o livro de Paloma Vidal e as obras de Mayra Guanaes e Hildon Vital os lançamentos aguardados.

Aproveitamos também para lembrar a todos que nosso trabalho não tem fins lucrativos e o que nos ajuda a publicar cada vez mais autores é a venda dos livros. Para adquirir os títulos da Malha Fina, envie um e-mail para malhafinacartonera@gmail.com.br ou entre em contato pelo nosso perfil ou página no Facebook.

Retrospectiva – 2º Semestre de 2017

por: Cristiane Santos Gomes, Larissa Pavoni Rodrigues e Mariana Costa Mendes

Foi um semestre de muito trabalho e dedicação para nós da Malha Fina Cartonera. Participamos, com nossa oficina de produção de livros cartoneros, da VI Jornada da Pós-Graduação em Espanhol na FFLCH, apresentamos o trabalho de 4 poetas na Sangria e preparamos nossos novos lançamentos: a antologia Caribe Oriental, Cubanologia, de Omar Pérez, Drástico, de Reuben da Rocha, Não Escrever de Paloma Vidal, Todo o Silêncio de José Luís Peixoto e Ficções, de Bernardo Carvalho, além dos selecionados na convocatória FFLCH/EFLCH.

Representados por Tatiana Lima Faria e com produção da autora portuguesa Nisa Paula, durante o mês de julho ministramos oficinas em Portugal onde as participantes puderam produzir os livros Ficções, de Bernardo Carvalho, Todo o Silêncio, de José Peixoto e O que é ser criança, da própria Nisa Paula. No blog, iniciamos o semestre com a chamada para a oficina de confecção de livros cartoneros durante a VI Jornada da Pós-Graduação em Espanhol, ministrada por Pacelli Dias Alves de Sousa, Chayenne Mubarack e Larissa Pavoni. O evento ocorreu no dia 24 de agosto, na sala 263 da Letras e contou com a participação 15 pessoas aproximadamente. Na ocasião, além de vendermos nossos livros na banquinha, realizamos o pré-lançamento da antologia Diáspora(s), e os participantes puderam confeccionar suas próprias capas do livro e levar seu exemplar para casa.

Por falar em Diáspora(s), a nova antologia da Malha Fina viajou até Campinas em mais uma participação em uma feira de publicação independente, nas mãos dos colaboradores Chayenne Orru Mubarack e Pacelli Dias Alves de Sousa, que escreveram sobre esse evento no post “Feira SUB: Projetos Independentes em Ação“. A Feira SUB ocorreu durante todo o dia 16 de setembro, na Biblioteca Pública Municipal “Professor Ernesto Manoel Zink”, no centro de Campinas e esteve recheada de programação diversa e pessoas de muitos lugares.

Podemos, na ocasião, apresentar e vender o nosso lançamento do semestre, que conta com uma coletânea bilíngue de poemas de autores cubanos como Rolando Sánchez Mejías, Carlos A. Aguilera, Rogelio Saunders, Pedro Marqués de Armas, Ismael González Castañer, Ricardo Alberto Pérez, José Manuel Prieto e Radamés Molina. O grupo foi responsável por diversos eventos literários ocorridos em Cuba desde o começo dos anos 1990, quando começaram a articular-se, além da edição independente de uma revista homônima veiculada entre 1997 e 2002. Para conhecer mais sobre o grupo de escritores e a antologia, veja a resenha de Pacelli Dias Alves de Sousa em “Diáspora(s)”: vanguarda finissecular em Cuba” e os dois textos de Aryanna Oliveira intitulados “Grupo Diáspora(s): uma poética de ruptura”, divididos em parte I e parte II, em que a autora escreve mais detalhadamente sobre a obra poética de cada um dos escritores reunidos.

A organização da antologia ficou por conta de Idalia Morejón Arnaiz, que também assinou o prólogo do livro em “Notas sobre Diáspora(s)”. As traduções ficaram a cargo de Ellen Maria Vasconcellos, Clarisse Lyra, em trabalhos individuais e Caroline Costa Pereira, Liliana Marlés, Gabriel Bueno, Adriana Silva, Robson Hasmann, Ramiro Caggiano Blanco e Yedda Blanco, em traduções colaborativas.

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Além das três publicações em nosso blog sobre Diáspora(s), publicamos ainda duas entrevistas com autores da antologia cubana. A primeira, em 11 de outubro, feita por Larissa Pavoni em entrevista a Carlos A. Aguilera, falou sobre temas como o início de seu processo de escrita, o papel da poesia no mundo atual, os desafios do mercado editorial, seu poema publicado em Diáspora(s) e seus próximos lançamentos como escritor. Para saber mais sobre a obra deste poeta, confira a entrevista clicando aqui. A segunda entrevista, encerrando o ciclo de Diáspora(s), foi realizada por Bruno Alexandre Fernandes ao escritor Pedro Marqués de Armas, e tratou de temas sobre a formação do grupo que inspirou a nova antologia, a importância que esse grupo teve para sua poesia, a sua experiência como médico rural em Cuba, o teor deleuziano de sua escrita e, ainda, nos brindou com um poema inédito que você pode conferir aqui.

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Com relação à seção Sangria, tivemos um semestre repleto de postagens, sob coordenação de Cristiane Gomes. A primeira, em 23 de agosto, contou com um poema de Adélia Danielli, publicado no livro Bruta. Em 27 de setembro, publicamos três poemas (Permanece o Mito, O Decifrador e O Sátiro) de César Vicente, aluno de Letras e mais novo colaborador da Malha Fina, já participando das produções cartoneras que virão em 2018. Depois, em 25 de outubro, publicamos Precipitação, poema de Zainne Lima da Silva, também estudante de Letras, colaboradora da Coletiva Literária Entre Irmãs e participante da Antologia Jovem Afro, um projeto do Quilombhoje. Encerrando o semestre e as publicações de estudantes de Letras da nossa faculdade, o último Sangria divulgou um poema do livro Estilhaço, de Samanta Esteves, pesquisadora de literatura feita por mulheres, em especial da obra de Ana Cristina Cesar. Para ter seu trabalho divulgado na seção Sangria, siga as instruções contidas no editorial.

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Este também foi um semestre importante para outras cartoneras, como a Mariposa Cartonera, com o lançamento dos livros Aquarius e Joaquim. Cristiane Gomes fez um post contando mais sobre estes livros e você pode acessá-lo clicando aqui. A Dulcineia Catadora também publicou um livro importante esse semestre, o Dulcinéia, de Thiago Honório, que comemora os 10 anos de existência da Dulcineia Catadora. Fizemos uma breve divulgação do lançamento do livro em um post em nosso perfil no Facebook.

Quanto às feiras e eventos, em outubro, estivemos na II Jornada do Curso Letras/Espanhol de Alunos da Graduação: Diálogos/Interdisciplinaridade e em dezembro na 19ª Festa do Livro da USP, mais um ano em parceria com o grupo GMarx, que disponibilizou em seu estande nossos livros. Além disso, durante todo o semestre estivemos presentes na Macrofonia, um evento mensal de poesia, som e imagem que acontece na Casa da Luz, no centro de São Paulo.

No final de outubro, recebemos a visita de Darío Ares, argentino natural de Rosário que veio a São Paulo com a mala recheada de tecidos de seda e ideias inovadoras para nos ajudar com o novo projeto de capas de Caribe Oriental, a antologia de poesia cubana orientalista que lançaremos no primeiro semestre de 2018. Darío Ares, apresentado por Idalia Morejón e Larissa Pavoni é um multiartista que transita pela vídeo arte, design, literatura, performance, artes plásticas e indumentária. Com toda essa abrangência, participa de vários projetos em Rosário, como o Grupo de Acción Cultural (GAC – Grupo de Ação Cultural), que promove práticas de arte colaborativa desde 2015, e a Rita Cartonera, de quem já falamos em nosso blog aqui. Além desses projetos, existe a Escuela de Diseño de Indumentaria, que funciona hoje em todos os distritos de Rosário. Filiada à Secretaria de Cultura e Educação da cidade, existe como uma escola alternativa e inclusiva, na qual participam alunos de 13 a 70 anos, de distintos níveis socioeconômicos. Nesse projeto, Darío Ares desenvolveu, como professor, junto aos seus alunos e colegas, o projeto “Trece”, uma marca coletiva de moda jovem com referências na arte urbana e no hip-hop, que levanta a bandeira do desarmamento. Em sua companhia, realizamos algumas oficinas para pensar, aprender e produzir as capas de Caribe Oriental, que chegará no início de 2018 com muitas novidades: serigrafia, bordados feitos pela equipe Malha Fina e por Darío, colagens e outras ideias mais.

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E 2018 já desponta como um ano de muita produção, iremos lançar Cubanologia, de Omar Pérez, que você pode conhecer através de um trecho da entrevista feita por Pacelli Dias, em ocasião de sua presença no Brasil para uma série de eventos em parceria com a Malha Fina, e a antologia Caribe Oriental, organizada por Idalia Morejón e Pacelli Dias em traduções de Aryanna Oliveira, Bruno Alexandre, Caroline Costa Pereira, Chayenne Orru Mubarack, Clarisse Lyra, Cristiane Gomes, Pacelli Dias Alves de Sousa, Ramiro Caggiano Blanco, Yedda Blanco e apresentada por Aryanna Oliveira em duas postagens, a primeira a respeito do trabalho de Regino Pedroso, Nicolás Guillén, Rodolfo Häsler, Reina María Rodríguez e Raúl Hernández Novás e a segunda apresentando os trabalhos de Lezama Lima, Virgílio Piñera e Severo Sarduy. Além destes, também lançaremos Ficções, de Bernardo de Carvalho e Todo o silêncio, do escritor português José Luís Peixoto, além dos livros dos estudantes da FFLCH/EFLCH selecionados na II Convocatória de Narrativa e Poesia. Por fim, também iremos publicar o inédito Drástico, de Reuben da Rocha e Não Escrever, de Paloma Vidal.

Quanto aos eventos, em março participaremos do Festival Fazetório, no SESC Pinheiros, oferecendo oficinas de produção de livros cartoneros. Além disso, iremos à Feira Relâmpago, a ser realizada em maio no Instituto Cervantes. Também ministraremos uma Oficina Cartonera no Campus da Unifesp, ainda sem data definida.

Nosso muito obrigada a todos os colaboradores da Malha Fina neste semestre voraz e também a todos aqueles que acompanharam nosso trabalho, participaram das nossas oficinas e compraram nossos livros. Lembrando que nosso trabalho não tem fins lucrativos e o que nos ajuda a publicar cada vez mais autores é a venda dos livros. Para adquirir os títulos da Malha Fina, envie um e-mail para malhafinacartonera@gmail.com.br ou entre em contato pelo nosso perfil ou página no Facebook.

Retrospectiva Malha Fina Cartonera – 1º semestre/2017

por: Cristiane Gomes, Larissa Pavoni Rodrigues,
Mariana Costa Mendes e Pacelli Dias Alves de Sousa

Olhar para trás é essencial para construir o futuro. Nós, da Malha Fina Cartonera, ao final de cada semestre realizamos uma retrospectiva dos nossos passos. Passe um café e acompanhe nossa trajetória nesse primeiro semestre de 2017.

Além da produção dos livros, participamos de alguns eventos literários e editoriais. Começamos o ano no espaço La Marca, em Havana (Cuba), onde exibimos as vídeo-performances do poeta e ensaísta cubano Omar Perez, editadas por João Krefer, que podem ser conferidas na playlist do nosso canal no Youtube. Um relato desse momento pode ser acessado em “‘Cajón em São Paulo’: uma experiência habanera”, escrito por Tatiana Faria e Idalia Morejón Arnaiz. A performance foi gravada em São Paulo, em junho de 2016, no Estúdio Lâmina. Os poemas apresentados por Omar farão parte de Cubanologia, antologia a ser lançada ainda esse ano, como parte de uma coleção voltada para a poesia e performance.

Em São Paulo, nos dias 24 e 25 de março, participamos da Desvairada – Feira de livros de Poesia de São Paulo, no espaço Aldeia 445. O evento organizado por Marília Garcia, Fabiano Calixto, Leonardo Gandolfi e Tiago Marchesano contava com uma diversificada programação que abrangia mesas de debate, leituras de poemas, oficinas, concurso de vídeo-poemas, performances e atividades para crianças.

Nós, da Malha Fina, além de comercializarmos nossos livros, ministramos uma oficina cartonera, que abordou desde a edição de livros artesanais até a construção de um catálogo. A coordenadora do projeto, Tatiana Faria, os monitores Larissa Pavoni e Pacelli Dias, e a designer gráfica Iara Pierro de Camargo falaram sobre as várias etapas do fazer cartonero. O público, formado principalmente por pessoas ligadas ao universo editorial, compartilhou conosco suas experiências e sugestões. Em Uma Desvairada Coletiva & Independente, matéria escrita pela Larissa Pavoni Rodrigues, você pode conferir mais como foi a Feira.

 

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Ainda na Desvairada, com o objetivo de colaborar com a difusão do trabalho das editoras independentes, Caroline Pereira Costa gravou e Mariana Costa Mendes editou uma série de vídeos com os responsáveis pelas editoras presentes. Esses vídeos podem ser acessados no nosso canal no Youtube. Chayenne Orru Mubarack e Pacelli Dias Alves de Sousa escreveram sobre esse material, clique aqui para conferir.

Já em maio, no dia 18, lançamos dois livros de poemas no evento Chama(da) Cartonera, realizado no auditório do prédio de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Mauro Augusto de Souza, estudante de filosofia, e Elvio Fernandes Gonçalves Junior, estudante de Letras/Linguística, vencedores da nossa primeira convocatória (2015-2016), publicaram seus primeiros livros de poesia: Crisântemo é um nome bom e O coração em si, respectivamente. Na reportagem Chama(da) Cartonera, de Larissa Pavoni Rodrigues e Bruno Fernandes, você pode conferir esse evento e para conhecer o trabalho dos autores acesse as entrevistas feita por Aryanna Oliveira: “Inspirações para O Coração em si: Entrevista com Elvio Fernandes Gonçalves Junior” e “Sobre a grandeza das pequenas coisas: nas entrelinhas de Crisântemo é um nome bom, de Mauro Souza”. Está disponível também uma resenha de “O coração em si de Elvio Fernandes“, escrita por Gonzalo Dávila.

Durante o lançamento, a professora Idalia Morejón Arnaiz, diretora da Malha Fina, divulgou a Segunda Convocatória de Narrativa e Poesia. Dessa vez contamos com a parceria da Unifesp e tanto os estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), quanto os da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) podem se inscrever e dois alunos(as) de cada faculdade serão publicados pela Malha Fina Cartonera. Confira aqui a Segunda Convocatória de Narrativa e Poesia e inscreva-se, ou convide seu amigo escritor a participar.

 

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A Macrofonia é um encontro mensal de poesia, som e imagem ao vivo, realizado no espaço cultural Casa da Luz, no centro de São Paulo. O núcleo conta com a formação de quatro artistas: Reuben da Rocha (ou cavaloDADA ou Reubendê), Jeanne Callegari, Raul Costa Duarte e Guilherme Pinkalsky (Pink). Estivemos presentes em duas datas, a primeira no dia 26 de abril e a segunda, no dia 31 de maio, rendeu uma postagem escrita por Bruno Alexandre Fernandes, que pode ser acessada aqui. A Malha Fina estará presente na edição de junho da Macrofonia, que acontece hoje, 28. Confira o evento.

 

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Ainda em junho participamos da I Feira de Edições Independentes da Letras/USP, realizada entre os dias 5 e 8, e do evento Escrita e separação: uma jornada. No dia 6, na Feira da Letras, os autores Elvio Fernandes Gonçalves Junior e Mauro Souza participaram da mesa “Conversa com Autores” juntamente com escritores da Editora Patuá e escritores independentes. Confira um trechinho do evento clicando aqui. Por fim, no dia 17 de junho estivemos no evento Escrita e separação: uma jornada, na Casa Tombada, em Perdizes, e a programação incluiu oficinas, leitura de poemas e performances.

 

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Neste semestre, mais uma vez, o blog mostrou-se uma ferramenta importante de divulgação, não só dos eventos organizados ou nos quais a Malha Fina foi convidada, mas também de questões relativas ao universo das editoras independentes e ao fazer cartonero. Começamos as publicações com uma entrevista com a precursora do movimento cartonero no Brasil: Lúcia Rosa, do Coletivo Dulcineia Catadora, que este ano completa 10 anos de atividade no centro de São Paulo, em conjunto com a Cooperglicério. O catálogo da Dulcineia Catadora conta com 114 títulos publicados, além de um sólido trabalho de divulgação do saber cartonero através de oficinas. Leia a entrevista feita por Cristiane Gomes clicando aqui.

No “Passo a passo cartonero da Malha Fina”, detalhamos todo o nosso processo de produção de livros, com a descrição dos modos de fazer e uma lista dos materiais necessários. Os vídeos demonstrativos foram produzidos por Júlia Izumino e Larissa Pavoni, a edição ficou por conta de Mariana Costa Mendes. Esperamos que o Passo a Passo seja um convite para impulsionar a prática cartonera. Clique aqui para conferir o post; abaixo você pode conferir os vídeos:

Na última semana de maio lançamos Sangria, uma nova seção do blog que objetiva a divulgação de novos autores. Segundo o editorial: “Não nos alimentamos de cadáveres, brindamos à literatura com sangue morno e vinho doce”. A poeta Ellen Juanini, paulista de 28 anos, foi a primeira a ser publicada pela seção. Você pode ler a entrevista e os poemas da Ellen clicando aqui. Em 21 de junho publicamos La Chica del Barrio, do poeta, dramaturgo e ator equato-guineense Recaredo Silebo Boturu, inédito no Brasil. O conto pode ser lido aqui. Comandada por Cristiane Gomes, a Sangria está buscando divulgar novos autores. Caso queira ver seu trabalho nesta seção do blog da Malha Fina, envie pelo menos 3 (três) poemas ou uma narrativa curta e uma breve biografia para o e-mail crix.gomes@gmail.com.

Por fim, gostaríamos de lembrar da resenha feita por Pacelli Dias Alves de Sousa da coleção Traiciones cartoneras, editada pela La Sofia Cartonera, de Córdoba (Argentina). Composta até o momento por oito livros, a coleção traz à luz textos de autores já pertencentes ao domínio público em novas e cuidadas traduções. Confira a resenha clicando aqui. Recordamos também a tradução da crônica “A cidade e o bosque”, de Edgardo Rodríguez Juliá, também realizada por Pacelli Dias Alves de Sousa em conjunto com Chayenne Orru Mubarack. O autor portorriquenho, inédito no Brasil, é um dos expoentes da crônica na América Latina e esta é a sua primeira tradução no Brasil.

A Malha Fina termina o primeiro semestre com oficinas cartoneras em Portugal, ministradas por Tatiana Faria que você poderá acompanhar no blog em meados de julho. Para o segundo semestre continuaremos a expandir nosso catálogo com o lançamento de novas antologias de poesia, além de outras atividades.

Fechando essa retrospectiva, gostaríamos de agradecer a todos que contribuíram com a Malha Fina Cartonera neste primeiro semestre de 2017, lendo as matérias do blog, divulgando, comprando nossos livros, concedendo entrevistas ou ainda através de convites para eventos. O apoio de vocês têm sido fundamental para o andamento de nossos trabalhos. Um abraço cartonero, nos vemos em breve!