José Martí sem pedestal: dois ensaios de Antonio José Ponte

por: Clarisse Lyra

José Martí caminhando por Nova York tem o semblante da modernidade: distraído, passos rápidos, vai arrastando um casaco escuro e desengonçado. Peça frequente em relatos sobre o patrono das letras cubanas – modelo da contiguidade marcante entre os discursos da nação e o discurso literário na América Latina do século XIX –, o casaco de Martí, um de seus emblemas de martírio, é perseguido em suas desventuras por Antonio José Ponte, que com ele arma uma história que fala de memória e herança e que deságua em problemas para a crítica literária. Seguindo uma pista deixada por José Lezama Lima, que sugere a escrita do romance desta vestimenta, Ponte recompõe através de testemunhos o itinerário do casaco, fazendo dele imagem para se pensar o destino da obra de Martí. A atenção para com a sua materialidade – cor, textura, forma – e para com seu valor de uso desempenhado longamente impede que Ponte tome o paletó ou sobretudo (não se conhece ao certo tal especificidade) simplesmente como metáfora, esta figura que vale como troca, substitui o objeto pela ideia, o sentido próprio pelo figurado. Não, o casaco de Martí importa justamente por sua tangibilidade, sua qualidade de aquecer contra o frio, de fluir sua corrente vida própria contra a inércia e o congelamento do museu, sina que lhe seria natural dada a sua condição de relíquia. Não dispor o casaco num museu significa arriscá-lo: à rotura, à perda, ao roubo, a uma improvável briga de cachorros; disputas e acasos que se contrapõem à consagração que, em Cuba, faz da obra de Martí monumento, tornando-a indisponível para a discussão.

O que Ponte propõe em “O casaco de ar” e desenvolve em “História de uma bofetada” é uma leitura profanadora que restitua a disponibilidade dos textos martianos ao uso de seus leitores, uma leitura que tenha como tarefa “destruir” José Martí, tirar um sarro dele, citá-lo como se cita quando se está sozinho diante do livro. “Tirá-lo do museu das santas escrituras mortas e fincar-lhe o dente por todos os flancos”. Nos 2 ensaios, é o mesmo expediente que se encontra no centro da escritura, organizando o texto e oferecendo título a ele: o gesto de levar a sério, de tomar ao pé da letra uma frase – pilhéria ou disparate – acerca de Martí, uma formulação crítica aparentemente banal, explorando suas consequências e sugerindo suas ressonâncias insuspeitadas com o estado majoritário – sumamente ideológico e às vezes desbragadamente violento – da questão de sua interpretação, ligada de maneira direta às versões que sucessivamente lhe deu o governo cubano.

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Entre o Design Visível e o Invisível: Entrevista com Iara Camargo

por: Larissa Pavoni Rodrigues e Jeison Oliveira

Conversamos com a nossa designer gráfica Iara Camargo sobre livros – digitais ou não -, feiras literárias, diagramação, design e, claro, sobre a Malha Fina Cartonera.

Filha de pai autor de livro infantil, ilustrador e colecionador de livros, desde pequenina Iara possui contato com esse universo, o que a faz gostar de pesquisar, trabalhar e possuir muitos livros. Mesmo assim, na faculdade entrou por acaso no curso de Design – por não saber desenhar – e dentro do curso descobriu o design editorial e a tipografia, áreas em que desenhar pode não ser imprescindível. Dessa forma se encantou com a área e, hoje, sua tese de doutorado recém-terminada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP possui o título O livro de literatura: entre o design visível e o invisível, em que analisa, dentre outras coisas, a visibilidade e invisibilidade do livro de literatura. O ideal da “invisibilidade”, segundo Iara, se refere ao design transparente, simples e padronizado, que não oculta o conteúdo do livro. Já os livros de abordagem “visível” apresentam ornamentações, ilustrações, ou seja, um projeto mais trabalhado. Seguindo na ideia dos projetos simples ou mais trabalhados, Iara coloca que essa mudança de paradigma “reflete talvez, pelo menos no mercado brasileiro, a importância do design, da materialidade e visibilidade do objeto”. A hipótese de seu trabalho seria, então, que “a visibilidade dos livros contemporâneos é resultado de uma integração entre projeto gráfico e texto literário, cujo resultado são livros que apresentam tanto uma função estética quanto semântica, além da funcional, que é a da leitura”. Para ela, essa pesquisa foi um trabalho de levantamento histórico e bibliográfico, e mais do que chegar a conclusões, apresentou panoramas.

Eu não tinha uma hipótese muito clara, então eu fiz um trabalho que eu sentia necessidade de ter pra mim, procurei preencher as minhas lacunas, fiz o trabalho pra mim, na verdade. Eu procurei estudar coisas que para mim faziam sentido e que eu não sabia. (…) Acho que é um trabalho mais de introdução a outras pesquisas que podem sair daqui. Acho que o levantamento iconográfico de todos os livros que eu consegui trazer é importante e também é importante em termos de referência bibliográfica. Pode ser uma obra que as pessoas vão usar como referência, tomara que influencie e gere frutos, tem muito material bruto para trabalhar ainda.

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Livros visíveis e invisíveis.

Iara começou a trabalhar especificamente com design editorial em 2005, em uma revista. Antes, em 2002, já tinha diagramado alguns catálogos como assistente na prefeitura. Os primeiros projetos de livro que produziu foram para uma coleção do Dr. Drauzio Varella, em que fez o projeto gráfico e diagramação de 12 livros que eram comercializados junto ao jornal Diário de São Paulo. Relembrando esse trabalho, diz não gostar do resultado e aponta problemas na diagramação, já que nessa época, como ela diz, mesmo trabalhando há algum tempo ainda não possuía conhecimento crítico sobre como criar um projeto.

Trabalhei em agências de design que faziam projetos especiais, como essa coleção do Dráuzio, coleções de revista de receita. O projeto mais legal que eu fiz foi junto com a minha chefe, a Diana Prata, que foi desenvolver o projeto gráfico do Guia da Folha de São Paulo. Na verdade eu a auxiliei. Tínhamos que prever como ia ser toda a diagramação. O primeiro não foi feito por nós, foi feito lá na Folha  de São Paulo mesmo, mas todas as definições de tipografia, de coluna, de como iam se comportar os elementos gráficos na página, tudo isso tinha sido definido antes. Eu criei um manual junto com a minha chefe de como os diagramadores da Folha iam trabalhar o Guia, então pra mim esse foi o trabalho mais importante que já fiz. Não no sentido de criação, porque eu criei pouco se for pensar bem, quem criou mais foi ela, mas de entender o processo, de como desenvolver um projeto mesmo e de criar as diretrizes para que outras pessoas seguissem.

Hoje em dia, seu interesse abrange também os livros eletrônicos, e produz experimentos gráficos para levá-los aos seus alunos do curso de Design. Nos chama a atenção para muitos elementos que podem ser criados dentro desse formato, como animações, sons de animais, que são atraentes para as crianças, por exemplo, e não existem em um livro “normal”. Produziu, também, uma coletânea de poemas do Manuel Bandeira e gravou sua própria voz ao lê-los, para servir como um áudio-livro.

Acho que isso é legal de explorar no e-book, no livro digital, que não dá pra fazer no livro impresso, mas a maioria dos livros digitais não são assim, são esses que você só altera o conteúdo, a fonte, tamanho e tal, acho que é esse o tipo de experiência. Então eu estou experimentando ainda e descobrindo o que dá pra fazer em cada suporte, em cada material, (…) enfim ainda tem muito para explorar, mas acho que nenhum vai eliminar nenhum [livro digital e impresso], vão ser mais mídias que vão interagir, a TV não acabou com o rádio (…)

Conversamos também sobre a Malha Fina Cartonera, e a participação imprescindível dela no projeto. Foi ela a diagramadora da antologia Poesia Língua Franca que publicamos no primeiro semestre deste ano – uma antologia com dez poetas hispano-americanos de carreira já consolidada mas, em sua maioria, ainda inéditos no Brasil – e dos livros também inéditos, mas já em processo de produção, do escritor cubano Antonio José Ponte (composto por dois ensaios: História de uma bofetada e O casaco de ar) e do porto-riquenho Eduardo Lalo (A escrita riscada).

Poesia Língua Franca

Para mais informações sobre a Antologia, clique aqui. Foto: Julia Izumino.

A Escrita Riscada

Não deixei de conferir a resenha feita por Chayenne Mubarack sobre A Escrita Riscada clicando aqui. Foto: Idalia Morejón Arnaiz.

Capas já prontas de 2 ensaios

2 ensaios, de Antonio José Ponte. Foto: Pacelli Dias Alves de Sousa.

Para Iara, o que nos difere de outras produções independentes é justamente a colaboração entre todos os integrantes, tanto de criar editais para que novos autores consigam publicar quanto traduzir obras inéditas e trazer autores que nunca foram lidos no Brasil e que dificilmente editoras comerciais publicariam. A Malha Fina cria, então, o acesso a esse tipo de publicação de uma forma que as pessoas consigam pagar pela edição e ao mesmo tempo cria um projeto experimental do ponto de vista gráfico.

Acho que ainda é possível fazer muita coisa. Nós começamos criando projetos mais comuns, mas acho que dá para extrapolar o suporte, pensar em outras formas de trabalho. Eu me encantei com o projeto e quero continuar trabalhando com vocês.

Diz também ser interessante ver alunas e alunos de letras interessados em produzir livros.

As pessoas muitas vezes não têm sensibilidade quanto à forma e à preocupação estética do livro. Algumas pessoas se preocupam em ter, em colecionar e possuem um carinho pelo livro, mas para algumas pessoas isso passa despercebido e elas não percebem a importância do projeto gráfico, de como é difícil de produzir. Acho que vocês da Malha Fina estão sensibilizando as pessoas em relação a isso, e mostrando que é possível fazer coisas diferentes com materiais que não são nobres, como o papelão. Além de trazerem a ideia do objeto único, porque cada livro é único, tem uma capa única.

Hoje em dia as publicações independentes se destacam pelo uso de materiais alternativos e porque procuram criar livros como forma de expressão e manifestação cultural e estética. Isso acaba renovando o mercado e é muito importante. Hoje por exemplo, temos várias feiras de publicação independente em São Paulo e também no mundo inteiro.

Os independentes estão conseguindo chegar dentro desses grandes focos de comércio. De repente até entram no eixo comercial em livraria. Não sei se é o caso, mas o interesse está crescendo muito, tanto que agora temos cada vez mais dessas feiras. Antes tinha uma ou outra, agora tem a Miolo, tem a Tijuana, tem a Feira Plana, têm várias. (…) O legal da Cartonera é que vocês estão editando coisas inéditas dentro da academia e acho que isso pode ter um revés interessante do ponto de vista acadêmico, de como a gente pode, dentro da academia, produzir não só conteúdo acadêmico, mas também conteúdo literário. Tem revista experimental de crítica dentro das faculdades, mas é mais pra escrever crônica, resenha. E quanto à produção literária dentro de um curso de letras? Acho que é muito legal, e é diferente.

Por fim, agradecemos em especial a Iara Camargo, pelo seu belo trabalho no design gráfico da Malha Fina Cartonera, e por nos conceder essa conversa com muitas trocas e aprendizagens.

Seguimos interessados e atentos às mudanças do mundo editorial e literário, dispostos a usá-los da melhor forma: a produção e circulação da literatura de forma artesanal. E quem sabe, muito em breve, podermos lançar a Malha Fina Cartonera em um novo universo digital. Fique de olho!

Malha Fina na Escola: um relato de experiências

por: Alana Oliveira e Larissa Pavoni Rodrigues

Na última sexta-feira (7/10), a equipe Malha Fina Cartonera visitou a Escola Municipal General Euclydes de Oliveira Figueiredo e ali ministrou uma oficina de confecção de livros cartoneros para cinco turmas de crianças e jovens entre 11 a 15 anos, do 5º ao 9º ano.

Além de ensinar todas as etapas da produção de um livro artesanal, desde o corte do papelão até a pintura da capa e título, também foram discutidos com os alunos temas como as origens das palavras cartonera e Malha Fina, o que elas significam e como a técnica cartonera colabora com a preservação do meio ambiente, através da reciclagem.

No âmbito educacional, a articulação entre teoria e prática encontra na metodologia das oficinas pedagógicas um recurso oportuno. Assim, consideramos a experiência uma forma de construir conhecimento a partir da ação e da reflexão pelos alunos.

A oficina foi uma oportunidade de vivenciar, nós e alunos, situações concretas e significativas, baseada no tripé sentir-pensar-agir, com o objetivo de chegar ao resultado de um livro completo feito pelas próprias crianças. Nesse sentido, com a orientação da professora de artes, Silvia, mudamos o foco tradicional da aprendizagem, passando a incorporar a ação e a reflexão.

Para nós, a possibilidade de levar os mistérios do mundo cartonero a jovens tão ativos como os da Escola Euclydes de Oliveira, significou um tempo e espaço para aprendizagem entre nós mesmos. O processo dessa transformação recíproca entre os sujeitos e objetos constitui o caminho de alternativas que levam a livros mais acessíveis e leitores conscientes dos prazeres do mundo literário. E quem sabe, um dia, termos também na escola a construção de uma editora cartonera para publicação dos alunos.

Os livros confeccionados foram escritos pelos próprios alunos, trabalhados em conjunto com as professoras de português. Entre eles, uma coletânea intitulada Contos de Terror e uma de poesia; também, um livro do escritor Paulo Nunes, com o título Simão está dormindo. A diagramação ficou por conta de Mariana Costa Mendes.

Toda a equipe ficou impressionada com o interesse dos alunos, que estavam atentos e animados para pintar e costurar a capa ao miolo, formando um livro único e autoral.

Para nós, isso é muito importante e renovador, por conta da difícil situação educacional no país, que se estende também ao mercado editorial, pois comprar livros ainda é muito caro, o que torna a leitura um privilégio social. Apesar de toda a diversão, os grupos sentiram alguma dificuldade na hora de costurar os livros, mas acabavam passando a responsabilidade para os colegas que já tinham alguma experiência no assunto. Em compensação, o momento de decorar as capas era o mais aguardado. Em algumas turmas, o tempo não foi suficiente para finalizá-las por completo, já que a tinta não havia secado. Porém, o projeto e as produções seguirão sendo trabalhados pela professora ao longo do semestre.

Nossos agradecimentos são para: a diagramadora dos livros, a nossa monitora Mariana Costa Mendes; à amável recepção dos funcionários, direção e coordenação da escola, e à professora Sílvia, pelo carinho, atenção e convite.

Esperamos voltar a vê-los em breve!

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As Cartoneras no Oceanos

por: Chayenne Mubarack

É com imensa alegria que informamos a seleção do livro Atlântico, de Ronaldo Correia de Brito, publicado pela Mariposa Cartonera em 2015, como um dos semifinalistas da categoria Romance do Prêmio Oceanos 2016. Este prêmio visa realizar um intercâmbio literário no âmbito da língua portuguesa e, para isso, premia as melhores obras de escritores lusófonos publicadas no Brasil. Atlântico está entre as 50 obras selecionadas para concorrer ao prêmio máximo de R$ 100 mil.

Nesta edição, o prêmio aceitou a inscrição e envio não só de livros físicos como também no formato e-pub. Apesar dos livros cartoneros terem o formato físico como importante característica, a seleção do romance apenas reafirma o trabalho curatorial realizado pela Mariposa. É de extrema importância para o movimento cartonero ocupar esse lugar nos prêmios literários. Nas palavras de Wellington de Melo, editor do selo Mariposa Cartonera:

A Mariposa Cartonera divide essa posição com outras 23 editoras do mundo, de diversos tamanhos, propostas e orçamentos. Mas estamos só sorriso ao pensar quão importante esta indicação é para o movimento cartonero e para a literatura.

A indicação representa um esforço mundial de todas as irmãs cartoneras, que buscam publicar literatura de qualidade, em qualquer lugar, sob as circunstâncias mais adversas, pensando principalmente nessa figura tão esquecida nesses tempos líquidos: o leitor.

A indicação é a valorização de uma ideia, de uma nova concepção de fazer a literatura circular, do trabalho colaborativo, de uma nova forma de promover o encontro – há tanta pressa, tanta pressa. Nos faz acreditar que não é bobagem ir pensando, todos os dias, em maneiras de quebrar a engrenagem, reinventar as regras do aquário, usar as peças do xadrez para enfeitar a velha árvore do bairro. Se não fosse assim, não teria graça nenhuma seguir acreditando na literatura.

E só começamos a voar.

Avante!

As conexões entre o movimento cartonero e o Oceanos 2016 não param por aí. A seleção está a cargo de um grupo de jurados divulgado oficialmente pela organização do prêmio. Entre eles está o poeta Heitor Ferraz, cujo o livro O pretexto para todos os meus vícios, foi publicado em 2015 pela Malha Fina Cartonera em co-edição com a Mariposa Cartonera.

A respeito dos semifinalistas, ainda na categoria Romance, o título A resistência, de Julián Fuks, publicado pela Companhia das Letras, também figura na lista. Em 2015, a Malha Fina Cartonera e a Mariposa Cartonera publicaram em co-edição Os Olhos dos Pobres, do mesmo autor.

Aproveitamos este informe para convidá-los para a mesa da Malha Fina Cartonera durante a V Jornada do Programa de Pós-Graduação em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana na Universidade de São Paulo. A mesa contará com a participação do escritor Julian Fuks e da professore escritora Paloma Vidal, cujo livro de poesia Dois [lugares onde eu não estou], publicado pela editora 7 Letras, também é um dos semifinalistas do prêmio Oceanos. Confirme sua presença no evento do Facebook: https://www.facebook.com/events/968545139935057/

Malha Fina Convida: Bate-Papo com Julián Fuks e Paloma Vidal

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Como parte da V Jornada da Pós Graduação em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana da Universidade de São Paulo, a Malha Fina Cartonera convida para uma mesa de debate com Julián Fuks e Paloma Vidal.

Julián Fuks é escritor e crítico literário. Recentemente, terminou sua tese de doutorado pelo programa de Teoria Literária e é semifinalista do prêmio Oceano na categoria Romance. É autor de, entre outros, “A Resistência” (Companhia das Letras, 2015), “Procura do Romance” (Record, 2011), finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti, “Histórias de literatura e cegueira” (Record, 2007), finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti. Em 2012, foi escolhido pela revista britânica Granta como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. Publicou “Os olhos dos pobres” pelo selo Malha Fina Cartonera, em 2015.

Paloma Vidal é escritora, tradutora e professora da Universidade Federal de São Paulo. Concorre como semifinalista ao prêmio Oceano, na categoria Poesia. Nascida em Buenos Aires, muda-se ainda nova para o Rio de Janeiro. É autora de, entre outros, Mar Azul (Rocco, 2012), Algum Lugar (7letras, 2009) e Mais ao sul (Língua Geral, 2008).

Na ocasião, estaremos vendendo nossos livros.*

Dia 26 de Outubro de 2016
14 horas
Sala 260 – Letras – FFLCH – USP

Confirme sua presença no evento do Facebook: https://www.facebook.com/events/968545139935057/!

*Não aceitamos cartão.