Feira de Livros Cartoneros: Criações e Publicações no SESC Santo Amaro

por: Mariana Costa Mendes

No último sábado, dia 4 de junho, nós participamos da “Feira de Livros Cartoneros: Criações e Publicações” que ocorreu no SESC Santo Amaro. Além da Malha Fina Cartonera, também estiveram presentes as editoras independentes Patuá, Selo Demônio Negro, Corsário-Satã, Luna Parque Edições e as editoras cartoneras Dulcineia Catadora, Yiyi Jambo e Sereia Ca(n)tadora.

A seguir você pode conferir um pequeno vídeo mostrando um pouco do evento:

Enquanto a feira ocorria, tivemos um bate-papo e um pequeno sarau entre os editores e autores presentes: Idalia Morejón Arnaiz e Tatina Lima Faria (Malha Fina Cartonera), Douglas Diegues (Yiyi Jambo), Lucia Rosa (Dulcineia Catadora), Ademir Demarchi (Sereia Ca(n)tadora), Eduardo Lacerda (Patuá), Vanderley Mendonça (Demônio Negro), Fabiano Calixto e Bruno Brum (Corsário-Satã), Leonardo Gandolf (Luna Parque Edições), Reuben da Rocha (Pitomba/Gurugutu) e Carlos Pessoa Rosa (publicado pela Dulcineia Catadora). Nesse bate-papo foram abordados vários temas acerca da publicação de livros independentes, por exemplo, sobre como funciona a distribuição dos livros, frequentemente feita sob consignação; a necessidade e a dificuldade de se conseguir o ISBN – um livro que não tem o registro na Biblioteca Nacional não pode ser comercializado nas livrarias, e por conta disso, às vezes o livro cartonero é mais valorizado por suas característica artísticas e não tanto pela qualidade literária; também foi discutido o pequeno espaço reservado às editoras independentes nas feiras de livros espalhadas pelo Brasil.

Foram bastante debatidos características próprias do mercado editorial brasileiro, quanto aos lucros que as grandes livrarias físicas obtêm a partir do preço de capa de um livro (em torno de 40% a 50% do valor). Além disso, como grande parte de nossa população não tem o hábito da leitura, o nosso mercado editorial ainda é pequeno comparado a outros países. Em meio a tantas questões e dificuldades, é admirável que as editoras independentes e as cartoneras consigam estabelecer um nicho e se manter no mercado. Esse sucesso se deve aos leitores que enxergam o valor literário que há nas obras publicadas pelas editoras independentes/cartoneras e também ao interesse dos próprios escritores em explorar modos alternativos de autogestão editorial.

A seguir encontram-se fotos do bate-papo:

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